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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Crianças pequenas em psicoterapia


Atualmente tem aumentado a procura dos pais para avaliação psicológica de crianças com menos de 4 anos. A psicologia avalia se o desenvolvimento da criança esta dentro do esperado, de acordo com a idade e observa o que chama a atenção na queixa e nas relações dessa criança. Há queixas das mais variadas e cada uma deve ser avaliada individualmente, dentro do contexto da criança. Isso ocorre mesmo quando são queixas parecidas tais como enurese, alto nível de ansiedade (acredite, ocorre em crianças muito pequenas), agressividade, entre outras. È arriscado analisar o inconsciente da criança e dizer que é da criança o conteúdo pois ela esta misturada com os pais , mesmo sendo conteúdos do inconsciente coletivo porque não ta dentro do contexto dela. A criança bem mais nova traz mais conteúdos arquetípicos pois não esta tão contaminado pelo inconsciente pessoal. Mas tambem reage muito ao inconsciente dos pais.
Ainda é comum os pais acharem que a criança se cria independente do psiquismo dos pais,como se não entendessem nada. Outros acreditam que elas entendem tudo então começam a tratá-las como mini adultos. Costumo dizer que elas reagem a tudo, entendem muita coisa contudo em muitas situações não tem maturidade para entender e para elaborar. E na maioria das vezes não tem que ter, ou seja, criança tem que ser criança. Temos que tratá-las como criança, mas nunca como tabulas rasas. Uma vez em uma palestra de orientação aos pais, um pai me perguntou se valia a pena mentir para as crianças. Já sabemos que a mentira muitas vezes piora a situação da criança fazendo –a fantasiar muitas coisas as vezes piores que a própria realidade. Na época em que estudava ouvi uma historia que contaram a uma criança o fato do porque a avo estava em um caixão: disseram que estava dormindo. Claro que a criança viu a avo ser enterrada, e não conseguia mais dormir a partir disso pois passou a acreditar que a qualquer momento, enquanto dormia, poderia ser enterrada "viva" também. Isso não significa que temos que falar a verdade nua e crua para uma criança que ainda não esta preparada para entender algumas situações. Muitas vezes precisamos apenas dizer que são problemas de adultos, por exemplo quando os pais se separam, não há razão para explicar pormenores da relação do casal, mas é preciso dizer que a separação foi a melhor escolha para que os pais fiquem felizes, que a culpa não é da criança, que eles não vão abandoná-la apesar disso, que ainda a amam do mesmo jeito. Isso é tudo o que ela precisa saber. Você estará sendo verdadeiro sem invadir o espaço da criança, sem machucá-la ou lançar para ela questões ainda complicadas para sua compreensão. Uma coisa é entender, outra é ter maturidade para elaborar.

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