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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O amor e o merecimento


Nossa cultura ocidental e cristã tem muito da filosofia do "merecimento". Achamos que a pobreza, a doença, a solidão são para pessoas que merecem, ou que não fizeram nada para merecer algo melhor. Fico me perguntando como nós, cegos e fixados em nosso próprio umbigo conseguimos definir que tipo de pessoa merece algo de bom. Principalmente em se falando de amor, que tipo de cidadão nasce com um X na testa indicando que ele merece esse amor? Ai entramos no olhar unilateral do ser humano: voce vai julgar de acordo com aquilo que é importante pra voce. Se a pessoa me faz bem, merece meu amor. Se meu filho for estudioso, merece meu amor. Se meu marido me der tudo de bom materialmente, fizer todas as minhas vontades, merece meu amor. Se minha esposa cuidar de tudo, da casa e nunca reclamar de nada, merece meu amor. Se meu pai e mãe fizerem todas as minhas vontades merecem o meu amor. Sinto muito mas pra mim isso não é amor. Isso é puramente interesse. Quem tem amor pra dar, do fundo do seu coração, não escolhe a quem dar. E muitas vezes o amor vai contra qualquer lógica e acabamos dando mais a aquele que menos tem a nos devolver. Será que não é exatamente essa pessoa que mais precisa. Não sei se é a que mais merece mas como podemos definir quem é merecedor... que tipo de Deus pensamos que somos para acreditar que podemos fazer corretamente essa avaliação?

"NO AMOR NUNCA OS PRATOS DA BALANÇA ESTÃO EQUILIBRADOS. E COMO A ESSENCIA DO AMOR É ETÉRIA, QUEM PESA MAIS É QUEM AMA MENOS."
Vergílio Ferreira

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