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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fechar os olhos.




A indiferença é inimiga da vida. Hoje em dia está na moda ser indiferente; é algo assim: se você mostra não se importar passa a imagem de ser forte, harmonioso, alguém que não se abala, independente. E muitas pessoas se definem assim mesmo. Algumas ate justificam sua indiferença com uma espiritualidade desenvolvida, como se não se importassem por não serem ligados as coisas mundanas, como se vivessem em outro mundo.

“eu não me importo, não ligo a mínima...”

A grande verdade é que quando você se desliga de alguém ou de alguma coisa, você se desliga também de sua própria força vital. Quanto mais você entra em contato com seu eu mais profundo, menos indiferente você tende a ficar, pois dessa forma você se permite sentir mais e isso te aproxima do mundo, te faz sentir vontade de amar mais, compartilhar mais. É preciso buscar segurança dentro de você para que você consiga se permitir sentir mais.

Digo isso porque uma pessoa se torna indiferente (hoje em dia podemos pensar numa sociedade indiferente) justamente por medo e inseguranças muito grandes. Angelis (1998) conta que a indiferença tem origem no medo, o medo da dor, da perda, de sentir demais.

Não é que as pessoas não se importam, elas so não sabem como se importar sem se machucar. Muitas vezes se importam demais e não sabem lidar com isso. No fundo talvez até gostariam de não se importar pois assim não sofreriam, não deixariam que nada a atingisse (essa crença não é real).

É como se a indiferença fosse uma armadura vestida pela pessoa na tentativa desesperada por não sofrer mais, para não passar mais pela dolorosa experiência de amar sem ser amada, de amar sozinha. Muitas vezes a armadura se forma pelo fato da pessoa ter passado por experiências extremamente dolorosas quando crianças, que a marcaram para toda a vida. Vai saber quantas vezes os adultos foram indiferentes aos seus sentimentos?

Ás vezes nos permitimos mostrar excitação e alegria por algo que nos acontece e somos duramente tolhidos, repreendidos como se estivéssemos demonstrando uma fraqueza. Isso vai nos ensinando que o adequado é ser indiferente.

O ideal é que as pessoas percebam que se esconder na indiferença é uma ilusão pois, ao invés desta nos proteger e dar forças, acaba nos deixando mais sozinhos, abandonados... e aquilo que mais tememos acaba acontecendo: AMAR SEM SER AMADO, passar por duras criticas e incompreensão.

Uma pessoa machucada precisa de tempo e cuidado para que possa se desarmar sem se desestruturar, precisa de muito amor e atenção. Quando ela consegue isso, a vitoria é certa, a libertação trará muitas alegrias ao seu coração e com certeza suas vivencias serão mais plenas.

O amor e a paixão que existem em seu coração são roubados pela indiferença por isso é preciso muita coragem para admitir sua indiferença e começar a enfrentá-la, aos poucos, no dia-a-dia, sem medo de ser feliz, sem medo de oferecer seu amor independente se será correspondido ou não. Caso alguém não seja capaz de recebe-lo, com certeza voce encontrará pessoas que procuram por esse amor uma vida toda.

Começando assim, com o tempo, os muros que cercam seu coração serão derrubados e você poderá compartilhar tudo de bom que há em você.






Texto baseado nos escritos de Barbara de Angelis, livro “Paixão” de 1998.
imagem: http://leninharamos.blogspot.com

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